"Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida. Nós na batida, no embalo da rede matando a sede na saliva. Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida, e algum trocado pra dar garantia! E ser artista no nosso convívio, pelo inferno e céu de todo dia. Pra poesia que a gente nem vive, transformar o tédio em melodia… Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida, e algum veneno antimonotonia! E se eu achar a tua fonte escondida, te alcanço em cheio, o mel e a ferida. E o corpo inteiro, feito um furacão… Boca, nuca, mão e a tua mente, não! Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida, e algum remédio que me dê alegria! Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida. E algum trocado pra dar garantia, e algum veneno antimonotonia, e algum…"
— Cazuza.